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Qual é o mundo que eu estou criando? 

Não existe vento favorável
A quem não sabe onde deseja ir.
(Sêneca)

Para responder a essa pergunta é preciso compreender as complexidades desse mundo e mais: entender que a nossa forma de fazer, de pensar e de atuar tem o poder de moldar as sociedades e os sistemas que temos diante de nós. 

Para abrir espaço a um novo mundo que pode despertar a partir da nossa consciência, do nosso amor e da nossa ação, é preciso primeiro abrir espaços dentro de nós mesmos. Começando com uma observação apurada e sem julgamento das nossas formas de estar e de enxergar o mundo. Aos poucos, vamos percebendo que as nossas ações são frutos de nossos pensamentos, emoções e crenças, e eles são responsáveis por estruturar padrões de comportamento que repetimos automaticamente. 

E se no meio desse processo percebermos que os resultados de nossas ações nem sempre são saudáveis? Dá para mudar?

Sim! Nós podemos escolher as realidades que habitamos e a qualquer tempo é possível modificar nossas visões de mundo. Simples? Nem um pouco. 

O que podemos fazer é aprender a mudar e a produzir as mudanças. Mas o que é uma mudança? 

Pela perspectiva da filosofia, mudança é quando saímos de um ponto, deixamos alguma coisa para trás, e começamos em um outro ponto completamente novo.  Não é transitar entre dois pontos, é posicionar-se num novo lugar. Por exemplo, é mudar de uma casa e habitar uma outra nova casa. O aspecto mais importante da mudança, não é necessariamente saber o que é esse novo, mas é, especialmente, deixar o antigo, aquilo que não queremos mais. 

Um dos maiores aprendizados da mudança é desistir de querer estar certo. A mudança exige flexibilidade e coragem para correr riscos. A visão do certo e do errado, ao contrário nos torna rígidos e limitados. 

É importante considerar, no entanto, que a ideia de correr riscos nos fragiliza, pois temos uma grande tendência a ter medo de errar. “O que vão pensar de mim se der tudo errado? Será que vão me condenar? Como ficará a minha reputação?”

O risco de perder nossa reputação é real, mas há uma pergunta essencial que se deve fazer nessa hora: Será que nós somos uma reputação? Ou será que os outros idealizam a reputação que acreditam que nós temos? 

Já deu para perceber que defender uma reputação pode ser uma perda de tempo e ainda pode gerar um problema adicional: ficarmos presos a esses comportamentos defensivos e bloquearmos as mudanças. E mudar, de verdade, implica em trocar as lentes com as quais vemos a realidade: não vemos as coisas como elas são, e, sim como nós somos.

Se você vive um desafio hoje e quer modificar, experimente um novo jeito de orientar sua trajetória de mudança. Abra espaços em você e na sua rotina para dar fluxo às transformações desejadas. Faça uma coisa por vez, aprenda com cada novo passo e respeite o tempo necessário de cada etapa. Como já nos ensinaram as tradições de sabedoria, há tempo para tudo no universo: tempo de preparar a terra, de semear, de plantar, de crescer, de florescer e de frutificar. 

Não é o esforço que garante o resultado, e sim a direção da ação. Afinal, como já disse o filósofo: “não existe vento favorável a quem não sabe onde deseja ir. “

Lenita Fujiwara é redatora, reikiana, aprendiz de pós-graduação em Psicologia Transpessoal e membro da equipe de Comunicação da Unipaz SP, além de practitioner de Barras de Access e terapeuta Alquímica Floral.

Nelma da Silva Sá é Facilitadora, Educadora, Pedagoga e Administradora de empresas. Coach de Processo de Transição Profissional. Especialista em Dinâmica Organizacional, Gestão e Ambiente de Trabalho. Pós-graduada em Transdisciplinaridade e Desenvolvimento Integral do Ser Humano pela Universidade Internacional da Paz. Experiência em Organizações Privadas com foco em implantação de Projetos e Desenvolvimento de Equipes e Lideranças. Cofundadora, Presidente e Coordenadora Pedagógica da Unipaz São Paulo. Facilitadora dos Programas: Eneagrama, Autogestão, Educação Ambiental e A Arte de Viver a Vida de Pierre Weil.

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