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Autoliderança: o autoconhecimento como alicerce

No primeiro artigo desta série, abordamos a autoliderança como a habilidade de liderar a si mesmo buscando realizar objetivos pessoais. Ainda, neste texto inicial, consideramos que o fortalecimento dessa habilidade mobiliza o desenvolvimento em quatro quadrantes: autoconhecimento, autonomia, autoestima e autoconsciência.

Portanto, agora vamos nos dedicar às seguintes questões: Como o autoconhecimento pode contribuir com a capacidade de liderarmos a nós mesmos? Por que isso é importante?

Entender como o mundo funciona é importante, porém, entender como agir diante da maneira como ele funciona, é ainda mais importante. Para compreender a nossa forma de agir no mundo é preciso enveredar pelos meandros do autoconhecimento.  

“Minha vida é minha mensagem” foi uma das inspirações que Gandhi, um dos ícones da paz e da resistência, legou para a humanidade. Ele defendia a ideia de que a verdade não faz sentido se alguém pensa uma coisa e faz o contrário.

Com a minha experiência, aprendi que reconhecer a minha verdade, e torná-la visível, fortaleceu a autoliderança. Tornar a nossa verdade visível para quem? Antes de qualquer ato, precisamos revelá-la para nós mesmos, interiormente, pois, revelá-la exteriormente será uma consequência.

Concretamente, a nossa verdade é o desvelamento dos nossos dons, talentos, princípios, valores, virtudes e sonhos, e, esses, são os elementos essenciais que compõem nossas fortalezas. Nossa verdade é o alicerce que sustenta nossos passos e que nos torna incorruptíveis para enfrentarmos os testes e os desafios reais.

Tão importante quanto ancorar nossas fortalezas, é reconhecer nossas fragilidades. Ambas fazem parte de quem somos, e quando nos  lembramos de quem essencialmente somos, damos vazão à nossa autenticidade.

É a partir do nosso “eu autêntico” que podemos conhecer nossos objetivos criativos e sonhos de vida. Concretizá-los, pressupõe ampliar as formas de ver o mundo, compreendendo que a intuição, a percepção, o discernimento e as visões ampliadas têm o mesmo valor.

A escritora Gertrude Stein sobressaiu-se dentre os escritores de sua época quando alcançou esse lugar do “eu autêntico” e sobre ele escreveu: “Você tem de saber o que quer atingir. Mas, quando souber, deixe-se possuir por esse conhecimento. E se ele parecer desviá-lo de seu rumo, não se detenha, porque lá talvez seja onde, instintivamente, você deseja estar. E se você se detiver e tentar ficar sempre no mesmo lugar, você irá murchar”.

O convite, então, é tomar um tempo para si e investigar: Como a minha vida me preparou para eu ser quem sou agora? Quais são os meus princípios e valores? Quais são minhas virtudes? Quais são minhas fragilidades? Quais são os meus sonhos?

Confio que todos nós, sem exceção, temos as potencialidades que nos possibilitam florescer, e, como natureza que somos, podemos florescer a cada nova primavera. Essa metáfora pode nos ligar ao mistério de quem somos, e dar vazão para que o “nosso melhor” seja atualizado a cada novo instante, dando voz ao propósito que quer nascer.

E, deixamos aqui para cada um de nós mais uma pergunta: O que quer nascer agora?

Nelma da Silva Sá é Facilitadora, Educadora, Pedagoga e Administradora de empresas. Coach de Processo de Transição Profissional. Especialista em Dinâmica Organizacional, Gestão e Ambiente de Trabalho. Pós-graduada em Transdisciplinaridade e Desenvolvimento Integral do Ser Humano pela Universidade Internacional da Paz. Experiência em Organizações Privadas com foco em implantação de Projetos e Desenvolvimento de Equipes e Lideranças. Cofundadora, Presidente e Coordenadora Pedagógica da Unipaz São Paulo. Facilitadora dos Programas: Eneagrama, Autogestão, Educação Ambiental e A Arte de Viver a Vida de Pierre Weil.

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