Unipaz São Paulo

2026: um ano para escolher o essencial

Todo começo de ano traz uma pergunta silenciosa: o que vale a pena continuar?

Em meio a agendas cheias, expectativas externas e excesso de estímulos, 2026 parece nos convidar a algo mais simples — e, ao mesmo tempo, mais exigente: escolher o essencial.

Menos, porém melhor.

Menos dispersão. Mais sentido.

Quando a energia é direcionada ao que realmente importa, ela deixa de se perder. Ganha presença, profundidade e coerência. A vida passa a responder não à quantidade de esforços, mas à qualidade das escolhas.

Essencialismo não é fazer pouco.

É viver com intenção.

Escolher é um ato profundo de responsabilidade interior. Não escolhemos apenas tarefas; escolhemos onde colocamos tempo, atenção, afeto e energia vital. Entre tantas possibilidades, poucas sustentam, de fato, aquilo que desejamos construir.

É por isso que o essencialismo nos convida a perder para ganhar. Dizer não ao que distrai para dizer sim ao que faz sentido agora. Trocar o “tenho que fazer” pelo “eu escolho fazer” devolve autonomia, clareza e alinhamento.

Não se trata de dar conta de tudo. Trata-se de reconhecer, com maturidade, que podemos fazer muitas coisas — mas não tudo. Limites não nos aprisionam; eles nos libertam.

Viver o essencial é um movimento contínuo. Primeiro, é preciso olhar com honestidade para a multiplicidade da vida e discernir: muitas coisas são boas, poucas são vitais. Depois, eliminar com coragem o que não sustenta o que é central. E, por fim, criar condições para que o essencial aconteça com menos esforço, mais fluidez e mais presença.

Nesse ponto, a rotina deixa de ser inimiga. Ela passa a ser guardiã do que importa.

Quando estamos alinhados com o essencial, a vida entra em flow — esse estado em que desafio e habilidade se encontram. Fora dele, surgem os extremos: o excesso que esgota ou a falta de sentido que entedia. Permanecer em flow exige atenção, adaptação e fidelidade aos próprios valores.

Ser essencial também não é resistir ao novo. É desenvolver antifragilidade: aprender com as mudanças, crescer com os imprevistos e ajustar rotas sem perder o eixo. Para isso, compreender nossos hábitos é fundamental. Cada escolha repetida constrói — ou drena — nossa energia.

Talvez, então, a pergunta mais honesta para atravessar 2026 não seja “o que vou fazer?”, mas: onde minha energia floresce — e onde ela se perde?

Diferenciar o desnecessário, o necessário e o indispensável é um exercício contínuo de consciência. E, quem sabe, o gesto mais revolucionário deste novo ano seja justamente esse: habitar menos coisas e viver mais o que importa.

O essencial como caminho coletivo.

Na UNIPAZ, olhar para o essencial tem sido um exercício constante — individual e coletivo. Em um mundo marcado pelo excesso, escolhemos, dia após dia, cultivar consciência, simplicidade, profundidade e sentido. Ao longo de 2026, seguiremos compartilhando reflexões, práticas e caminhos que sustentem essa escolha.

Convidamos você a nos acompanhar ao longo do ano, caminhando conosco na construção de uma vida mais alinhada ao que realmente importa.

Nelma da Silva é Facilitadora, Educadora, Pedagoga e Administradora de Empresas. Coach em Processos de Transformação Profissional, com MBA em Dinâmica Organizacional, Gestão e Ambiente de Trabalho. Possui pós-graduação em Transdisciplinaridade e Desenvolvimento Integral do Ser Humano e em Psicologia Transpessoal. Tem ampla experiência em organizações privadas, com atuação focada na implantação de projetos e no desenvolvimento de equipes e lideranças.
É cofundadora, presidente e coordenadora pedagógica da Unipaz São Paulo, além de vice-reitora da Universidade Internacional da Paz.
Facilitadora dos programas Eneagrama, Autogestão, Educação Ambiental e A Arte de Viver a Vida, de Pierre Weil.